| .Para
desvendar o mapa do tesouro (Paz e Convivência Social) - Marcelo Barros[1] |
Pág. Marcelo |
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Todo mundo gosta das histórias de crianças. O Cinema está faturando milhões com novas aventuras de piratas. Nessas histórias, é comum haver um mapa do tesouro, mas dividido em pedaços, cada parte com uma pessoa diferente. A aventura consiste em encontrar as pessoas que têm cada uma algum fragmento do mapa, juntar corretamente as partes, identificar o terreno, desvendar os símbolos contidos e colocar-se a caminho para apoderar-se do tesouro. Talvez muitos estranhem que eu use esta imagem para falar da Paz. Não estou falando da violência da conquista e sim que a Paz é como este tesouro, cujo mapa não está nas mãos de uma só pessoa. Ou encontramos os diversos pedaços, ou não teremos o tesouro.
É bom vermos se estamos de acordo com isso. Podemos perguntar a nós mesmos: “Para cada um de nós, o que é fundamentalmente a Paz? Com que outra palavra ou expressão a associamos?”.
Talvez para muitos o termo Paz ressoe principalmente como tranqüilidade interior, harmonia do coração, calma, unidade espiritual e assim por diante. Talvez muitos associem a Paz com saúde integral, equilíbrio psíquico e espiritualidade no sentido de integração interior. Esta é certamente uma dimensão importante da Paz. Entretanto, é um pedaço do mapa. Quem confunde um retalho do mapa com o mapa inteiro pode arriscar a vida e gastar todo o seu tempo e energias e nunca encontrará o tesouro, enquanto não juntar sua parte com a do outro. Todo mundo concorda que a Paz tem uma dimensão pessoal e uma dimensão social, mas há muitos que pensam: “à medida que eu conquisto a minha paz interior é que posso contribuir para a paz social”. E, na realidade, muitos acabam colocando a paz social não apenas como segunda, mas como secundária. É claro que seria uma grande arrogância pensar que podemos mudar o mundo se não mudamos nem a nós mesmos. Entretanto, somos seres sociais e a transformação é um processo complexo que envolve questões pessoais e dimensões estruturais da sociedade. Certamente, o sistema social em que vivemos, fundado sobre o individualismo e a competição, agradecerá muito se compreendemos a construção da paz como um processo em primeiro lugar e prioritariamente individual. Nós nos fecharíamos, cada um ou cada grupinho na sua ilha da fantasia e a história da humanidade continuaria sendo uma sucessão de violências, guerras e conquistas.
Não vamos discutir aqui quem vem antes se o ovo ou a galinha. Paz interior e paz social se necessitam e se completam sem que uma possa estavelmente existir sem a outra. Mesmo em campos de concentração e em meio a muitas violências, muitas pessoas souberam manter certa paz interior, mas porque viviam a solidariedade e se empenhavam pela paz em todas as suas dimensões. Atualmente, faz sucesso no mundo inteiro o diário de Etty Hillesun, judia holandesa, vítima do nazismo em um campo de concentração aos 28 anos. Durante a ocupação nazista, ela namorava um oficial com boas relações com os alemães. Entretanto, por solidariedade ao seu povo, ela se entregou como judia e foi mandada ao campo de concentração. Lá falava aos seus companheiros que não só não conseguia odiar os algozes nazistas, mas tinha compaixão deles. Guardou sempre uma grande paz interior, mesmo ao saber de que haviam matado seus pais e toda a sua família. Esta paz interior não lhe veio de algum exercício individual psicológico ou espiritual e sim do exercício concreto da solidariedade. Ela tinha se entregado pelos seus.
No Brasil de hoje, seria difícil imaginar alguém abrir sua janela, ver o sofrimento de milhões de irmãos na miséria e pensar: “vou cultivar a paz interior, porque assim poderei, um dia, quem sabe, ajudá-los mais concretamente”. Tal sentimento ou postura de se colocar como uma ilha de tranqüilidade no meio de um oceano de dor, ou ainda como náufrago privilegiado de um Titanic que afunda sem que possamos salvá-lo pode se chamar de tudo menos de Paz. Vale a pena revermos nosso conceito de Paz e aprofundarmos como podemos construir a Paz como alicerce de um mundo novo possível.
1 - Repensando a noção de Paz[2]
No mundo atual, quase todo mundo quer a Paz. Até quem faz guerras e quem fabrica armas diz que quer a paz. Na recente campanha brasileira pelo desarmamento um site de pessoas ligadas às indústrias de armas se chamava: “Eu sou da paz”.
“Por outro lado, na ânsia de concretizar um projeto de paz, a humanidade corre o risco de idealizar ou romantizar a paz, fazendo do pacifismo um campo propício para discursos fáceis e emocionais ou até mesmo um mero modismo. Além disso, no Ocidente, o conceito de paz foi sendo privatizado. Comumente quem diz “me deixa em paz” está querendo dizer: eu quero ficar isolado. Entretanto, não seria esta a noção de paz nem da filosofia grega, nem da tradição bíblica nem das culturas populares que formam nosso povo. Os gregos falavam da paz como uma deusa que, junto com as suas irmãs, Justiça e Equidade, eram as protetoras das cidades. No mundo judaico, Shalom significa plenitude de vida, saúde e integração social. Nas culturas afro-brasileiras, Axé significa a energia vital que nos une à natureza e uns aos outros. De fato, isso está mais de acordo com a etimologia do termo Paz. Vem do latim pangere que significa comprometer-se, concluir um pacto, estabelecer um acordo entre duas partes. Aliás, quando eu era noviço, participei de um curso sobre a espiritualidade de Thomas Merton na qual o professor dizia que para Merton o termo Paz vem de pacto. E a noção mais profunda de paz é a noção bíblica de aliança.
Esta compreensão de “aliança” é o centro da espiritualidade bíblica porque revela que a divinização de cada pessoa se dá através da mais profunda humanização. Quanto mais abertos aos outros e solidários, mais podemos viver a intimidade com o Divino. A adoração a Deus se baseia na justiça e sem justiça não há, como dizem os profetas bíblicos, “conhecimento de Deus” (Cf. Is 1, Jr 7, Am 5, 5 ss, Is 58, Os 2, 16- 21).
No Novo Testamento, o próprio Jesus de Nazaré sempre que aparece aos discípulos sua primeira saudação é Shalom, Paz, que, em sua tradição, significa aliança e plenitude de vida. Afinal foi para trazer a paz que ele revelou: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em plenitude” (Jo 10, 10).
Concretamente para nós isso significa superar o conceito de paz como ausência de conflito ou de perturbação e também ir além da paz como algo completo, estavelmente perfeito ou acabado para afirmar a Paz como processo a ser vivido e praticado agora e a cada momento nas mais diversas circunstâncias e dimensões da vida.
Sobre isso não podemos aceitar a apologia do caos, a linguagem usual por aí de que vivemos uma situação que é praticamente de guerra. Não é verdade, graças a Deus e depende de nós que não seja nunca.
2. O rosto social e político da Paz.
Vocês vão me permitir citar uma parábola que é muito conhecida e comum em nossos meios. No incêndio da floresta, o beija-flor molha suas penas, voa até sobre as chamas e sacode as asinhas para apagar o incêndio. Os outros animais o criticam dizendo que aquele gesto é inútil. Não vai adiantar nada sacudir gotas de água para apagar o incêndio. E o beija-flor responde: “Eu estou fazendo a minha parte”.
Se as pessoas fossem seguir mais literalmente esta parábola, nenhum incêndio seria vencido porque a ação não seria coordenada. Cada um fazer sua parte é bom e importante, mas não basta. Se cada um se preocupa apenas com sua ação individual, nossos movimentos pela paz nunca conseguirão formular uma proposta de políticas públicas. E sem a formulação de uma economia e uma política que proporcionem a Paz, não há possibilidade de Paz. Fica parecendo a história do rabino que viu um homem procurando algo embaixo de um poste na rua e perguntou: O que você perdeu? – A minha carteira.
- Perdeu aqui?
- Não, lá no quintal, ao sair da casa?
- Mas, por que, então, está procurando aqui?
- Porque lá está muito escuro e não se vê nada, enquanto aqui está claro.
É
um pouco isso. Sabemos que a carteira não está aqui, mas como queremos
satisfazer a consciência de estar procurando, procuramos no lugar que nos é
mais cômodo. Não existe Paz em um sistema que nega à maior parte da
humanidade o direito de viver dignamente.
O
filósofo e pacifista norueguês Johan Galtung que escreveu um belíssimo livro
sobre Gandhi diz que existem três níveis ou tipos de violência e, portanto,
podemos dizer, ao contrário, que a isso deveriam corresponder três níveis de
trabalho para construir a Paz. Existe a violência pontual, factual, seja da
guerra ou de uma pessoa que ataca a outra. Existe por baixo dessa, uma violência
estrutural, uma violência que não consiste em algo que acontece aqui e agora e
sim uma situação ou realidade de injustiça e de exploração humana.
Dificilmente um marido bateria em uma esposa ou alguém assaltaria outro na rua
ou podemos dizer seria impossível um presidente de um país jogar bombas sobre
um povo se não houvesse este estado permanente e aceito de violência. Quantos
tipos de violência não se podem mais conceber hoje no mundo contra a mulher ou
a criança, justamente porque a realidade social evoluiu? Entretanto, além
dessa violência estrutural existe um estrato mais básico ainda e mais
legitimador ainda da violência que é a dimensão cultural. Sem uma cultura de
violência, não teríamos violência estrutural e menos ainda as violências
pontuais de cada dia. Galtung compara esses três níveis de violência a um
acidente geológico. Ele diz que a violência pontual é como um terremoto que
acontece. A violência estrutural é a falha geológica que permite o terremoto.
A violência cultural é o deslocamento da placa tectônica que provoca a falha
geológica[3]
Marcelo Guimarães, doutor brasileiro em Educação para a Paz e monge em Goiás diz que, do mesmo modo, também temos de trabalhar a Paz no nível das relações e a Paz no nível das estruturas econômicas e sociais. Temos de investir na Paz como proposta de justiça e, finalmente, ter uma ação que incida nos elementos culturais – influir na cultura. Se não trabalhamos eficazmente para estabelecer uma cultura de Paz e não nos comprometemos em lutar pacificamente para transformar as estruturas sociais e econômicas do mundo, não teremos nunca nem a Paz entre as pessoas, nem a Paz do coração.
Vocês sabem que o filósofo alemão Theodor Adorno viveu preocupado sobre o que a educação pode fazer para que a barbaridade do nazismo nunca mais aconteça no mundo. Ele escreveu a Educação contra a Barbárie e a Educação depois de Austcwitz. Neste último texto, ele diz: “A brutalidade de hábitos como trotes de qualquer ordem ou quaisquer costumes arraigados desse tipo é precursora imediata da violência nazista”[4].
Concretamente, o que cada um/uma de nós pode fazer em sua profissão pela Paz na sua dimensão social e estrutural? Quando um espiritual italiano amigo meu, Arturo Paoli, foi morar em Foz do Iguaçu, ficou muito impressionado pelo nível de violência na cidade. Eu fui lá para ver como ele atuou para ajudar na solução deste problema. O que ele fez foi abrir uma espécie de ONG que, a partir de uma terra comum, permitisse as pessoas mais pobres trabalharem em uma roça comunitária, produzirem frutas e verduras em cooperativas e assim por diante. Para o pessoal de classe média, ele abriu uma espécie de Banco da Solidariedade. Um advogado deposita no banco, não dinheiro, mas duas horas por semana de trabalho voluntário para atender pessoas que não podem pagar. E assim cada profissional, em sua profissão pode fazer o mesmo.... Também propunha às pessoas com mais condições de ser padrinho ou madrinha de um movimento ou de um grupo social de base. A pessoa procura assumir esta causa como opção do coração e, por sua participação afetiva, ajuda a que os movimentos sociais possam ser mais universais e pacíficos.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Felix do Araguaia, escreveu: “O antigo e perene nome da Paz é a justiça. Mas, hoje, a paz tem também um nome novo: a solidariedade. Esse nome é a tradução socio-política-econômica do termo “caridade”. A única versão não hipócrita da civilização do amor”. (...) A solidariedade exige uma compenetração de afeto, de cumplicidade cordial, de colaboração apaixonada. Ser e agir “in solidum”, em bloco, com-viver, com-agir, com-sonhar. Aprendi isso, sobretudo na América Central e na pequena Nicarágua, maltratada e teimosa. Pela boca de seus poetas e militantes, a Nicaraguita ensinou ao mundo que “a solidariedade é a ternura dos povos”. “Internacionalizar o amor”, explicitava o camponês sandinista de Santa Clara”[5].
3. A Paz como caminho espiritual
Para cuidar bem de uma árvore é sempre importante prestar atenção à saúde de suas raízes. Como vimos aqui, a Paz é o cuidado do amor na relação de aliança e tem diversas dimensões e toma várias formas. Entretanto, a Paz só tem uma raiz: a espiritualidade, ou seja, uma viagem permanente e arriscada ao mais profundo do ser. Para quem tem fé religiosa, esta fonte última do ser se chama Deus. Para quem não a tem no sentido religioso, é o Amor, a Vida, a sacralidade do ser humano e do universo.
Seja como for, a fé e a espiritualidade chamam o ser humano a dialogar com aquilo que de melhor e mais amoroso há dentro de si mesmo. Mas, a noção mais central da espiritualidade na Bíblia é a Aliança. Aliança permite compreender que a divindade tenha conosco, ao mesmo tempo, uma profunda identidade e uma dimensão de alteridade. Deus não sou eu e ao mesmo tempo se manifesta no interior de cada pessoa. A noção de Aliança é revolucionária porque ela consegue harmonizar estes impulsos que parecem contrários: de um lado o deus que está em mim e do outro a divindade como alguém que vai além de mim e me chama para sair de mim mesmo ao encontro do outro.
A aliança cria uma espiritualidade do coração não porque fecha a pessoa em si mesma e sim porque impulsiona a pessoa para sair de si mesmo, do seu eu egoísta para descobrir a revelação divina na alteridade, alteridade das outras pessoas e de todos os seres vivos do universo com os quais formamos uma unidade viva e indivisível, mas, ao mesmo tempo, é uma unidade não é uma absorção fusional ou uma perda da identidade minha e de cada ser. O termo que pode expressar bem isso é justamente a Paz, como Shalom, plenitude de comunhão e de autonomia na comunhão.
A Bíblia ensina isso às comunidades judaicas e aos filhos do judaísmo que são o cristianismo e o islã. Revela que a primeira aliança que Deus fez foi holística. Através do sinal do arco-íris no céu, podemos lembrar que Deus está unido a todo o universo e a todo ser humano e não só a quem é da minha raça e religião. Israel sabe que só tem sentido falar em eleição para uma missão ética e humana em relação a toda humanidade. A Bíblia hebraica não contém nenhum exemplo de proselitismo ou tentativa de conquista de pagãos à fé javista.
Alguém disse que a espiritualidade é como uma fonte de água pura que nasce na montanha, límpida e potável. À medida que vai descendo e passa em cidades, o rio vai recebendo sujeiras e vai ficando poluído. Isso não significa que a religião seja a poluição da espiritualidade. O caminho de intimidade com Deus não pode ser individualista. O mundo pode privatizar tudo, mas não pode privatizar a espiritualidade. Ela precisa de uma expressão comunitária. Mas, toda religião deve tomar consciência da sua particularidade, ver-se como relativa e abrir-se às demais. Os profetas e os místicos já vivem, a partir do seu particular, esse universal pluralista em gestação. Ibn Arabi, místico islâmico do século XII, ensinava: "Quem é de Deus é universal. Leva em si a semente de todos os seres e se torna capaz de abarcar os mais diversos aspectos da mesma verdade".
O Cristianismo contém o Sermão da Montanha como sua carta de fundação e uma carta de João que diz: "Deus é amor e quem vive o amor vive com Deus e Deus se revela a essa pessoa" (1 Jo 4, 1é). Quem sabe, se o terceiro milênio será o momento de começar a praticar isso?
Em 1992, falando em São Paulo, o Dalai Lama declarou: "Todo ser humano tem em si mesmo as sementes da compaixão. É preciso fazer com que essas sementes floresçam. Existe uma espiritualidade ligadas às religiões e outra que é simplesmente humana. O importante é que juntos façamos com que nessa terra desabroche a compaixão".
Neste início de século, a humanidade e a terra se encontram ameaçadas. É fundamental que as religiões contribuam para a paz, a justiça e a integridade da criação. Cada vez mais a credibilidade de uma religião depende da capacidade desta religião de servir às grandes causas da humanidade. De todas as partes, ecoam anseios com relação a isso.
Para ajudar as comunidades e pessoas a ligarem mais profundamente espiritualidade e paz, a União Planetária, ONG de Brasília, liderando um grande pool de entidades sociais e espirituais está convidando vocês todos para fazermos o 1º Festival Mundial Espiritual que será realizado em Brasília de 06 a 09 de dezembro e pode ser um ato profético que nos ajude a tornar não só possível como real este mundo novo que buscamos. De 22 a 26 de outubro de 1968, monges cristãos e budistas fizeram uma assembléia cúpula em Calcutá. Ali, Thomas Merton, monge trapista e grande espiritual do século XX, falou: “O nível mais profundo da comunicação não é a comunicação, mas a comunhão. Ela é sem palavras. Ela está além das palavras, além dos discursos, além dos conceitos. Nós não estamos descobrindo aqui uma unidade nova. Descobrimos uma unidade antiga. Meus queridos irmãos e irmãs, nós já somos Um. Mas imaginamos não ser. O que temos de reencontrar é nossa unidade original. O que temos de ser é o que nós somos”[6].
É claro que não basta dizer isso. É preciso praticar e cultivar este caminho. Por isso, tenho a maior alegria de pensar que, em dezembro, Brasília hospedará o 1º Fórum Espiritual Mundial do dia 06 a 10 de dezembro. Será justamente uma espécie de concílio pan-ecumênico e de mutirão no qual aprenderemos uns dos outros a nos guiar através da caverna deste mundo obscuro e aí encontramos juntos não apenas o mapa do tesouro, mas o próprio tesouro. E ficaremos muito contentes não em nos apoderar isoladamente do tesouro, mas em partilharmos esta graça com todos os nossos irmãos e irmãs de humanidade e com todos os seres vivos. Marquem na agenda de vocês e vamos ajudar o sol a nascer deixar que a luz da Paz penetre em nós e em todo o universo.
[1]
- Marcelo Barros, monge
beneditino, é teólogo e assessor das comunidades de base e movimentos
populares. Escreveu 30 livros, dos quais o mais recente está sendo lançado:
"Dom Helder, Profeta para os nossos dias",
Ed. Rede da Paz, Goiás, 2006.
[2]
- Neste número reproduzo e
comento um excelente texto do padre Marcelo Rezende Guimarães, Doutor em
Pedagogia e coordenador da ONG: Educadores para a Paz. Ver www.educapaz.org.br
[3] - GALTUNG, Johan. O caminho é a meta: Gandhi hoje. São Paulo: Palas Athena, 2003.
[4] - ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação. 2.ed.Rio de Janeiro:Ed.Paz e Terra, 2000, p. 128.
[5] - PEDRO CASALDÁLIGA, O Novo Nome da Sociedade Humana, in Solidariedade, Caminho da Paz, Brasília, Ed. Caritas Brasileira, 1999, p. 13.
[6] - Extemporaneous Remarks by Thomas Merton, citado por JEAN-CLAUDE BASSET, , Le Dialogue Interreligieux, histoire et avenir, Paris, Ed. du Cerf, 1996, p. 122.
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