Novidades
julho/agosto
M.Paz
 
 
1. Assembléia da ASETT
De 23 a 28 de julho está acontecendo na cidade de Johanesburgo, na África do Sul, a assembléia mundial que ocorre de cinco em cinco anos da Associação Ecumênica dos Teólogos do Terceiro Mundo (ASETT). Este encontro reúne teólogos e teólogas cristãos de várias Igrejas e que atuam na América Latina, África e Ásia ou que pertencem às minorias (negras, indígenas ou latinas) residentes nos Estados Unidos da América.
Esta assembléia tem a tarefa de revitalizar a associação como uma espécie de forum permanente de teologia ecumênica a serviço da paz, justiça e defesa da natureza.
 
2. Concílio da Igreja Metodista do Brasil
Causou uma dor geral nos ambientes ecumênicos a decisão do recente Concílio da Igreja Metodista do Brasil, reunido em Vitória, ES, de retirar o nome da Igreja Metodista de qualquer associação ecumênica em que tenha participação da Igreja Católica. Sobre isso, escreveu o reverendo Marcos Barros, presidente do Conselho Amazonense de Igrejas Cristãs:

O CHORO, UMA LITURGIA IMPOSTA PELO PECADO.  

 

“Lá na beira dos rios da Babilônia nos sentamos a chorar, 
 
as saudades de Sião, seu amor a recordar.” Sl 137.
 

Com essa citação do Salmo 137 na versão do amigo Pe Reginaldo Velloso, expresso o meu sentimento sobre as ultimas notícias que espantaram a todas as pessoas de boa vontade e comprometidas com o Movimento Ecumênico no Brasil. Caiu como uma bomba sobre os que vivem o ecumenismo a decisão do sínodo da Igreja Metodista do Brasil de se excluir de todos os organismos ecumênicos que tenha a Igreja Católica Romana como membro ou participante.

Começo dirigindo-me a todos (as) metodistas que estão segurando o choro.  Peço a estes meus irmãos e irmãs que acatem a decisão como realidade temporária da Igreja de Cristo. Infelizmente não são apenas os metodistas que estão regredindo ao tempo das polêmicas e conflitos. Entretanto, vocês têm todo o direito de acatar essa decisão chorando. Não vão chorar sozinhos. Nós todos que vivemos o ministério cristão como membros de outras denominações, choramos com vocês. Um choro coletivo, em uma liturgia unificada pela dor, que apesar de sentirmos, não é somente nossa, é do próprio Cristo.

Esta decisão do Concílio da Igreja Metodista do Brasil não somente nos entristece. Neste mundo marcado por tantas guerras e nas quais as diferenças religiosas têm sido causa de violências, esta decisão do Concílio da Igreja Metodista do Brasil não somente nos entristece, como não contribui em nada para a causa da paz e do testemunho do reino de Deus. 

Celebremos então a liturgia da agonia e do choro, celebrando nossa vida, mas cantando não a canção do isolamento e sim as canções que nos recordam o nosso amor a Sião, e que nos acendem a certeza da nossa esperança do OIKOUMENE (casa comum) que é do Senhor.

 

Com vocês, no choro e na Esperança, seus irmãos do CAIC.

 

Rev. Marcos Fernando Barros de Souza - IEAB.
Presidente do Conselho Amazonense de Igrejas Cristãs.     

 

 

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