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Novidades julho/agosto |
M.Paz |
O
CHORO, UMA LITURGIA IMPOSTA PELO PECADO.
“Lá
na beira dos rios da Babilônia nos sentamos a chorar,
as saudades de Sião, seu amor a recordar.” Sl 137.
Com
essa citação do Salmo 137 na versão do amigo Pe Reginaldo Velloso, expresso
o meu sentimento sobre as ultimas notícias que espantaram a todas as pessoas
de boa vontade e comprometidas com o Movimento Ecumênico no Brasil. Caiu como
uma bomba sobre os que vivem o ecumenismo a decisão do sínodo da Igreja
Metodista do Brasil de se excluir de todos os organismos ecumênicos que tenha
a Igreja Católica Romana como membro ou participante.
Começo
dirigindo-me a todos (as) metodistas que estão segurando o choro.
Peço a estes meus irmãos e irmãs que acatem a decisão como
realidade temporária da Igreja de Cristo. Infelizmente não são apenas os
metodistas que estão regredindo ao tempo das polêmicas e conflitos.
Entretanto, vocês têm todo o direito de acatar essa decisão chorando. Não
vão chorar sozinhos. Nós todos que vivemos o ministério cristão como
membros de outras denominações, choramos com vocês. Um choro coletivo, em
uma liturgia unificada pela dor, que apesar de sentirmos, não é somente
nossa, é do próprio Cristo.
Esta
decisão do Concílio da Igreja Metodista do Brasil não somente nos
entristece. Neste mundo marcado por tantas guerras e nas quais as diferenças
religiosas têm sido causa de violências, esta decisão do Concílio da
Igreja Metodista do Brasil não somente nos entristece, como não contribui em
nada para a causa da paz e do testemunho do reino de Deus.
Celebremos
então a liturgia da agonia e do choro, celebrando nossa vida, mas cantando não
a canção do isolamento e sim as canções que nos recordam o nosso amor a Sião,
e que nos acendem a certeza da nossa esperança do OIKOUMENE (casa comum) que
é do Senhor.
Com
vocês, no choro e na Esperança, seus irmãos do CAIC.
Rev.
Marcos Fernando Barros de Souza - IEAB.
Presidente do Conselho Amazonense de Igrejas Cristãs.
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